
Na base de um pequeno e húmido bosque existiam enumeras rochas camufladas por um luxuriante tapete de musgo brilhante. Na base desta espécie botânica eram absorvidos os nutrientes que caíam de níveis superiores. Essas substâncias depois de assimiladas pelas diminutas raízes tornavam-se vida.Além desta alcatifa verde e dos detritos que ia sorvendo existiam outras espécies, que a esta escala diminuta se assemelhavam a gigantes. Essas formas de vida eram conhecidas como os Deuses da Seiva.
segunda-feira, 31 de março de 2008
PAPOILAS E ABELHAS

Uns mais cómicos e sarcásticos, outros mais surreais e horripilantes, mas como alguém dizia a Natureza mantem a sua constante presença nos meus traços. É um pouco dificil conceber algo sem ter vida no seu interior.
Desta vez optei por algo, mais sereno e inocente...ou não... Quando de repente revi o titulo, "papoilas e abelhas" reparei que ambas as coisas produzem toxinas que podem ser bastante dolorosas. Afinal não existem assim muitas coisas: á distância tem uma imagem bastante inofensiva, mas vistas de perto, podem ser de facto muito diferentes e até mesmo incomodas.
sexta-feira, 28 de março de 2008
PÁSCOA EM TANGA

Mais uma época festiva que passou (pelo menos para os católicos praticantes e assim assim), e mais uma vez ficaram valores e principos por serem aplicados. Onde está o Amor ao próximo, a Paz, a Entrega, a Sinceridade e Verdade? Mais uma vez impera a Gula, a Perguiça, a Soberba, a Ira, a Avareza...
Tanga de ideias, Tanga na carteira e Tanga para ir para o Brasil que isso fica sempre bem na Páscoa.
p.s. E umas amendoas minhas, sobre a forma de desenho, para demontrar um poucos de como os simbolos comerciais da Páscoa deviam ser representados:)
Eumesma
Tanga de ideias, Tanga na carteira e Tanga para ir para o Brasil que isso fica sempre bem na Páscoa.
p.s. E umas amendoas minhas, sobre a forma de desenho, para demontrar um poucos de como os simbolos comerciais da Páscoa deviam ser representados:)
Eumesma
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
FLORES E BALAS

Quantas e quantas vezes estamos descontentes com a vida que temos, com aquilo que nos é dado. Não pode haver queixas se formos desprovidos de toda a vontade de conquista. Quantos de nós neste mundo podemos dizer que podemos apanhar flores em vez de balas, ler jornais e não transportar missivas de guerra. Se chove ficamos melancólicos, mas antes água que dá de beber á terra do que cinza e fogo que a asfixia e consome. Temos uma dor de cabeça e julgamos que é o fim do mundo e quantos não caminham sobre ele sem pernas e sem braços para o amarrar. Quando a casa está suja e desarrumada é uma chatice, mas muitos não sabem o que são telhas e só conhecem o pó como cama. Tantas coisas verdes no prato e alguns já não sabem o que é o prazer de engolir algo. Quantos de nós procuram odiar e em outros já não há lágrimas, já só procuram algum calor. Se não és feliz, podes ser apenas um pobre cego. Desprovido da beleza do dom da vida, ofuscado por ganâncias e invejas. Todos somos felizes se quisermos que os que estão ao nosso lado sejam felizes. Se hoje se sentir triste por aquilo que não tem, pense se já deu algo a alguém hoje.
Por Eumesma
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
FINAL D "PERFURAÇÃO"
Some of ours are easy to identify
Look me in the eye
And ask for forgiveness
We'll make a pact to never speak that word again
Yes, you are my friend
We all have something that digs at us, at least we dig each other
So when weakness turns my ego up i know you'll count on the me from yesterday
If i turn into another dig me up from under what is covering the better part of me
Sing this song, remind me that we’ll always have each other when everything else is gone, oh
We all have a sickness
That cleverly attaches and multiplies
No matter how we try
We all have someone that digs at us, at least we dig each other
So when sickness turns my ego up i know you’ll act as a clever medicine
If i turn into another dig me up from under what is covering the better part of me
Sing this song (sing this song), remind me that we'll always have each other when everything else is gone
Oh, each other, when everything else is gone
If i turn into another dig me up from under what is covering the better part of me
Sing this song (sing this song), remind me that we'll always have each other when everything else is gone.
Oh, each other (sing this song) when everything else is gone
Oh, each other, when everything else is gone.
Dr. M.D. Obrigado pela Sugestão. De facto, à aspectos que parecem comuns.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
TEMPO PENDULAR
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
DITO POPULAR

Estava eu hoje na rua a aguardar a hora de voltar ao trabalho enquanto caia uma chuva miudinha. Durante o tempo que esperava, resguardava-me da chuva com o meu pequeno e frágil guarda-chuva. Outras pessoas em meu redor, que nem essa consolação tinham, proferiam lamentos devido ao estado encharcado em que estavam a ficar. Até que, alguém de entre a pequena multidão proferiu a seguinte frase:
"A CHUVA É O SOL DE PERNAS LONGAS"
Ouvir aquela frase pode não ter ajudado a confortar quem estava a levar com a chuva em cima, mas a mim, fez-me sorrir com a imagem. Talvez tenha contribuido para suportar melhor a chuva que hoje caia.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
UM CAFÉ

Estava eu rotineiramente no café a calar a fome do corpo e a acalmar a do espírito lendo um dos jornais do nosso país, não interessando qual. Porque novidades não se devem procurar nos jornais. Nesta imprensa a novidade acaba por ser cíclica e mais tarde ou mais cedo as noticias parecem repetir-se e o mundo gira enfastiado. Continuava eu lendo títulos e subtítulos, folheando já as últimas páginas e bebendo os últimos golos do meu sumo natural, quando no café vazio e arrefecido pelo ar condicionado, em que apenas as moscas e os empregados davam voltas. As primeiras para povoarem a sujidade e os segundos para a desalojarem. Entra um senhor muito informal mas com um pisar seguro. Dirigiu-se ao balcão e obviamente pediu um café curto. Devido ao seu aspecto banal, abandonei a minha observação, continuando a ler as previsões astrológicas, não tanto por crença mas por curiosidade kármica. Voltei a levantar o rosto para a rua e talvez por estar um calor tão infernal que nem a belzebu lembra, esta se mantinha quase deserta. No entanto, a tarde ia-se desvanecendo, tal como o meu estado de espírito. Uma forte melancolia tinha-se abatido sobre mim há vários dias e o meu isolamento ambiental a que me via submetida aumentava o meu sentimento de enfado e solidão. Portanto, nesse dia dei a melhor recompensa que se pode dar à dor da solidão. Pactuar com ela e baixar o meu olhar. Deixar cair o meu cabelo sobre as faces e terminar a minha leitura oca. Lentamente as sombras mortas do café moveram-se ganhando vida. Uma grande sombra aproximou-se da parte de trás da minha nuca.
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