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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TEXTO (2-4) - MOLDADORES DA PSIQUE = LAVAGEM CEREBRAL



As tentativas de alterar as atitudes das pessoas com objectivos diferentes são tão antigas como a própria história da humanidade. Muitas destas tentativas, frequentemente bem-sucedidas, foram feitas através da violência, todavia, a forma mais poderosa para obter a submissão tem sido, sem dúvida, a palavra, que consegue agir mais profundamente sobre os processos mentais e, em definitivo, sobre a estrutura psicológica do individuo. O ser humano não está protegido contra o irracional. Pelo contrário, a história demonstra que seres inteligentes, amáveis e generosos, induzidos por outros, foram protagonistas de actos indesejáveis. A lavagem ao cérebro parte de uma constatação elementar: é fácil conseguir que um individuo faça qualquer coisa se for submetido a uma táctica psicológica chama “persuasão coerciva”, que consiste em obrigar alguém a fazer algo através de pressões físicas e mentais.

As sete fases para o processo de lavagem ao cérebro:

1ª Assalto à identidade – neste período inicial, humilha-se o individuo.

2ª Implantação da culpa – o individuo fica contagiado pela atmosfera de culpabilidade que lhe é atribuída, e qualquer palavra que diga, incluindo os seus próprios pensamentos, terá para ele reminiscências de traição em relação aos outros e em relação a si próprio.

3ª Conflito total – na qual sentirá pânico pela sua aniquilação absoluta como pessoa.

4ª Amabilidade.

5ª e 6ª A partir de agora, o individuo volta-se contra si mesmo. Estas duas fases designam-se por canalização da culpa e desonra. Tem o objectivo de fazer o individuo criticar não só o que fez da sua vida, como aquilo que foi.

7ª Confissão final e definitiva de aceitação absoluta e de renúncia pessoal.

segunda-feira, 16 de março de 2009

QUANDO!


Persisti e esclareci o que para mim pareceram milhões de dúvidas. Mas como ser humano que sou e mulher que não posso deixar de ser, continuo nas minhas congeminações, na minha formulação de teorias, no meu mundo imaginário de conspirações. Quando a minha cabeça entra em divagações, quando o meu espirito tenta alcançar as respostas que estão para além de qualquer deus, os meus pensamentos entram no turbilhão descendente que me amarra e vergasta contantemente sobre o chão. Minha cabeça começa a ganhar peso e enojo-me por dentro. Fico triste e os meus dentes e olhos cerram-se. Que dor sem doer. Fico agitada, sinto picadas invisiveis por todo o corpo. A dúvida das dúvidas me consome. Obtive já resposta ao Que sou para Ti! ao Quanto sou para Ti! Agora falta Quando me dizes que Me queres?
Dias e sóis passam, vento que volteia, chuva que tarda a chegar. Poeira que sobe e que desce, raio de luar que queima. Assim o tempo passa, e quando o dirás!?
A tua resposta surge:
- Também por mim o tempo passa, e a resposta ao que me pedes, será a resposta do tempo sobre o meu corpo e a minha mente. Quando o meu cerebro arder com a febre de meus pensamento por ti, é porque te quero. Quando os meus pulmões não poderem aspirar outro perfumem que não seja o do teu corpo é porque só de ti necessito, como ar para viver. Quando sentir minhas mãos algemadas e incapazes de se abrirem, é sinal que não precisarei de fazer mais nada que não seja te agarrar, te estreitecer ao longo do meu corpo, encadeada pelos meus dedos. Quando deixar de ter fome, sede ou frio, é porque te quis bem e tu cuidas-te de mim. Quando as minhas pernas tremerem e não for capaz de dar um único passo, saberás que és minha, porque deixei de ir mais longe, passou a bastar estar junto de ti. Meu corpo falará por mim. Deixarei de ter sentidos. Nada em mim fará sentido porque te vou dizer que te quero.Quando todo esse tempo passar e o meu corpo e mente te falar no silêncio dos meus gestos, não te impacientarás jamais porque terás entrega escrita sobre a pele.

domingo, 11 de novembro de 2007

SAI DE MIM...


Sai de mim, liberta-me, deixa-me respirar. Ordeno-te. Abandona-me.

Começo com algo forte…adoro o ser humano, mas esta espécie anda a entristecer-me. Desconheço-os. Não são da minha carne, da minha substância. Acho que adquiri uma enfermidade. Deixei de ter noção do movimento e os meus olhos só vêem o que está paralisado. O meu olhar fica ligado ao céu nublado. Elas (nuvens) sugam o meu nervo óptico para o interior do seu estado gasoso. Mas se o céu não me faz crescer asas para viver nos seus reinos, que me aceite Gaia. Ultimamente a imagem de lama, raízes, lodo, tem me surgido por várias vezes na minha mente. Flores de aloé. Sinto-me uma flor de cacto. Bonita metáfora, mas neste caso o importante não é a figura de estilo, é a parte espinhosa da afirmação. Tanta substância nociva neste meu habitáculo carnal. Como se pode armazenar? Eu ordeno-te que saias…

Porque será que as pessoas se esqueceram do que é pequeno e embarcaram em grandezas…

Sinto-me de tal modo vazia… que emudeço…mas ao pensares nesse vazio, não estás vazia. Quem te disse que estavas?
Por Eumesma