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terça-feira, 18 de outubro de 2011

TEXTO (4-4) AMOR DISSOCIADO


Conhece-se pelo termo “amor dissociado” a convicção de um individuo estar apaixonado por duas ou mais pessoas diferentes. Efectivamente, trata-se de uma convicção e de uma ilusão de amor real, porque, quando se começam a dissecar os comportamentos, afloram grandes diferenças no modo como se ama cada um dos vértices do triângulo (figura mais frequente). Este síndroma, que costuma ser masculino, está muito relacionado com outro, conhecido por “Agar e Sara”. Neste caso, os homens tendem a catalogar as mulheres em dois grupos: as santas, puras e benévolas, com as quais nunca poderão ter uma relação sexual, embora as amem, e as aptas para lhes dar prazer na cama, mas não para casar. As primeiras assumem na mente do doente, a missão exclusiva de mães de família, as segundas, de amantes extraconjugais, na realidade, a pessoa que sofre deste síndroma não ama nem uma nem outra, a sua mulher legítima é idealizada até extremos que tornam o amor impossível, enquanto “a outra” perderá todo o seu encanto sem a proibição.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TEXTO (2-4) - MOLDADORES DA PSIQUE = LAVAGEM CEREBRAL



As tentativas de alterar as atitudes das pessoas com objectivos diferentes são tão antigas como a própria história da humanidade. Muitas destas tentativas, frequentemente bem-sucedidas, foram feitas através da violência, todavia, a forma mais poderosa para obter a submissão tem sido, sem dúvida, a palavra, que consegue agir mais profundamente sobre os processos mentais e, em definitivo, sobre a estrutura psicológica do individuo. O ser humano não está protegido contra o irracional. Pelo contrário, a história demonstra que seres inteligentes, amáveis e generosos, induzidos por outros, foram protagonistas de actos indesejáveis. A lavagem ao cérebro parte de uma constatação elementar: é fácil conseguir que um individuo faça qualquer coisa se for submetido a uma táctica psicológica chama “persuasão coerciva”, que consiste em obrigar alguém a fazer algo através de pressões físicas e mentais.

As sete fases para o processo de lavagem ao cérebro:

1ª Assalto à identidade – neste período inicial, humilha-se o individuo.

2ª Implantação da culpa – o individuo fica contagiado pela atmosfera de culpabilidade que lhe é atribuída, e qualquer palavra que diga, incluindo os seus próprios pensamentos, terá para ele reminiscências de traição em relação aos outros e em relação a si próprio.

3ª Conflito total – na qual sentirá pânico pela sua aniquilação absoluta como pessoa.

4ª Amabilidade.

5ª e 6ª A partir de agora, o individuo volta-se contra si mesmo. Estas duas fases designam-se por canalização da culpa e desonra. Tem o objectivo de fazer o individuo criticar não só o que fez da sua vida, como aquilo que foi.

7ª Confissão final e definitiva de aceitação absoluta e de renúncia pessoal.