segunda-feira, 17 de outubro de 2011

INTRODUÇÃO A UM CONJUNTO DE TEXTOS PARA REFLECTIR


Há alguns dias atrás, estando eu a remexer correspondência à maneira antiga, ou seja, entre vários envelopes de diversas cores com seus selos e carimbos. Toscamente atados em maços, por laços de seda branca fui encontrar uma cópia de uma missiva minha que enderecei a uma pessoa que marcou algo do meu passado. Mas o facto é que pelo seu primeiro parágrafo, que dizia assim:

“Visto que a anterior carta se deteriorou devido aos agentes climatéricos, faço novamente esta cópia, visto que, te poderá “agradar” o que contém nela. São alguns extractos de documentos de psicologia, em que poderás reflectir um pouco.”

…fiquei sem saber muito bem (não me lembro) do que aconteceu a essa “anterior” carta, ou se até mesmo o tal duplicado, ou triplicado chegou às mãos do destinatário pretendido. Suspeito que talvez não, o que foi pena, mas talvez não tenha sido desperdício, porque desconfio que não teria servido de nada. A pessoa não iria mudar o seu comportamento de um extremo egocêntrico, só pela simples razão de ler alguns dos textos que seguiam na carta.

Há algumas semanas atrás voltei a encontra-lo, ou melhor, essa pessoa entrou, vindo do nada pela porta do meu trabalho, como se o espaço temporal de mais de uma década não tivesse sido nada. Estava exactamente igual, apesar de choramingar com a humildade falsa de sempre, que a vida lhe tinha ensinado muito. Não duvido, o problema é que ele nem sempre foi bom aluno, ou melhor, ele sempre passou por cima de tudo com as suas duas armas favoritas: a arrogância e a prepotência.

Deixo então de seguida, os textos que não me recordo de onde os retirei e que peço desde já desculpa pelo uso indevido que se possa considerar utilizando-os aqui.

Atenção que não estou de total acordo com o que é dito em seguida, tudo foi utilizado com ironia, mas o que também não exclui algum tempo de reflexão sobre os mesmos, tal como disse anteriormente.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Rhett Butler e a Economia


Há alguns dias atrás, em consequência desta maré de "CRISE GLOBAL", que todos apregoam, mas ninguém sabe para onde vai, surgiu nos meios de comunicação social um especialista que se provou ser um "falso profeta" da finança. Mas nem é preciso fazer grandes exercícios mentais para encontrar períodos semelhantes e muito, muito mais horrendos na história da humanidade.


No entanto, o que eu quero aqui deixar é um pequeno parágrafo, que corresponde a uma fala da personagem Rhett Butler, do livro "E Tudo o Vento Levou" (uma das minhas obras literárias e cinematográfica favorita), em que em plena Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana (1861 - 1865) ele representava o papel de um especulador odiado por toda a população de Atlanta e num dos seus diálogos deliciosos que tinha com Scarlett O´Hara diz: 


"Já lhe disse uma vez que há duas grandes oportunidades para se ganhar dinheiro. a primeira, durante a fundação de um império, a segunda, no decurso da sua derrocada. Aquela proporciona meios lentos e, por vezes incertos. Esta faculta processos rápidos e infalíveis. Não se esqueça das minhas palavras. Talvez lhe sejam úteis no futuro."

 .... E foram, pelo menos em termos económicos, ela soube aproveitar essa lição, já quanto a outras coisas na vida, as coisas não lhe correram tão bem. Como se costuma dizer, não se pode ter tudo, apesar de todos os seus defeitos eu até torcia para que ela tivesse ficado com tudo.

Também nós não podemos ter tudo, e o presente está a demonstrar, que temos de estar permanentemente a fazer escolhas, por mais diminutas que elas sejam.

Venha lá essa CRISE....
 




terça-feira, 11 de outubro de 2011

CITAÇÃO II


"When the tiger is not on the mountain 
the monkey becames the king."


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CITAÇÃO I



"Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra" - por Dostoiévski


Eu devia comentar um pouco mais esta citação, mas sinto-me pachorrenta, não sei se sou capaz de entrar em grandes dissertações.
Mas vamos lá...É óbvio e salta logo à vista. ou melhor, salta um pressentimento quando lê-mos esta citação, que parece-nos dizer que não devemos confiar num homem de poucas palavras nem no cão que também não se expressa muito. Parece-nos dizer que o seu silêncio está carregado de imprevisibilidade e que podemos ser dominados pelo que eles decidirem quando passarem à acção.
Muito bem, esta é a primeira reacção grosseira que se tem, mas eu quero acreditar sempre que não há uma generalização de caracteres e que um misterioso homem que não fala pode ser mudo ou mestre em ouvir, por exemplo, e o cão que não ladra pode estar mais distraído e deleitado a estrebuchar-se num banho de sol. Que era mais ou menos o que eu não me importava de estar a fazer neste momento. 

terça-feira, 23 de março de 2010

OPOSTOS II

A Internet é um meio muito forte de atracção, que facilmente pode absorver a nossa atenção, o que a faz tomar conta do nosso tempo, e fazer da nossa vida seu objecto. Porém, a realidade da vida, pode também ser capaz de roubar esse protagonismo e nos devolver ao mundo rotineiro. Na balança dos meus dias, esse viver dia a dia, sem canalizar os meus pensamentos para este cantinho do ciberespaço tem mantido o seu peso. Desse modo, tenho andado ausente. Confesso que há momentos do meu dia em que me ocorrem frases agradáveis, que gostaria de as partilhar, mas como preguiço para as anotar, rapidamente as perco no fluir do tempo, em que o minuto presente se assemelha ao minuto seguinte. Penso. Porque não a anotei? Porque não a transcrevi para aqui? Mas é preocupação, ansiedade, que não me inquieta por muito tempo. Eu sei que quando não tenho “raiva” suficiente para escrever, significa que estou bem. Se tenho de escolher entre dizer a mim mesma se quero escrever ou estar bem, prefiro não transcrever nem uma palavra que seja. Então porque escrevo hoje? Por que me sinto mais em baixo, não penso que seja isso. Espero que seja algo do género: A excepção não faz a regra! Hoje quis dizer algo, pelo meu ânimo, creio e vejo já, que não ficará aqui nada de inspirado, mas sou eu a dar um olá tímido. A vida é a sístole e a diástole de um coração, picos a cima e picos a baixo, em que o mais importante de tudo é manter essa palpitação e afastar-nos da linha contínua e achatada.
Vim até aqui, principalmente não para acrescentar nada de novo, mas porque já algum tempo devia ter esclarecido um pouco mais sobre aquilo que postei antes.
Quando coloquei a frase “opostos atraem-se” parece que provoquei uma pequena guerra de palavras e azedumes de sexos. A minha intenção não era falar de traições, nem de triângulos ou quadrados emocionais ou sexuais, como queiram pintar isso, mas de algo bem mais inocente, como amar alguém que tem uma personalidade oposta à nossa sem ter de haver cornos pelo meio. Eu sei que apesar de estar a viver um período emocionalmente estável na minha vida, não me esqueci do que são as relações e de que outros tipos de relações se desenvolvem à minha volta. Por vezes parece haver tantas formas de relacionamento, como pessoas no mundo. Não há histórias iguais, por muito tentador que seja fazer uma generalização. E por isso mesmo, tudo e todos devem ser ouvidos, julgados e compreendidos caso a caso. Porém, apesar de utilizar de um justiça imparcial, não deixo de concordar um pouco com alguns dos comentários, em que se pode resumir que as pessoas estão a ficar mais individualistas e já só se preocupam de alimentar as suas emoções, a sua própria carne, atingir o pico individual do seu prazer e desligam-se para o que as outras pessoas possam sentir. A infidelidade, e a facilidade com que as pessoas movem-se de coração para coração, de corpo para corpo é cada vez mais frequente. Estamos a banalizar cada vez mais os sentimentos, são peões e deixaram de ser pessoas. É algo triste e muito pobre, isto, para o qual caminha a nossa sociedade. Cada qual deve tentar não embarcar neste vórtice de superficialísmo porque se hoje sou eu a fazer a jogada, amanhã posso sofrer o xeque-mate.
Ai está a visão negra, ou se não é completamente ausente de luz, é pelo menos um grande borrão cinzento e alguém muito especial, questiona-me sempre porque não escrevo eu sobre coisas felizes, coisas com luz e objectos positivos. É por esse alguém, que vou passar a tentar explicar a ideia do meu post anterior.
“Opostos atraem-se” – pensei que seria uma tarefa mais simples, mas é complicado explicar todo este conceito, que no fundo se devia resumir a que duas pessoas diferentes se podem complementar. As suas naturezas muito diferentes são o encaixe natural. O que aparentemente podiam ser elementos de repulsa isolados são a combinação de uma chave de códigos que unem ambos os seres. A volubilidade pode ser misturada com a solidez. A rigidez racional com a magia da imaginação. A profundidade da paciência com a energia da impaciência. O afecto inflamado com a entrega morna mas absoluta. As palavras sussurradas com os gritos inflamados. A delicadeza dos afectos com a impetuosidade da entrega…O oposto deixa de soar a confronto e passa a ser o espelho que complementa a nossa imagem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PRINCIPE SAPO - VERSÃO CITAÇÃO

Estava eu alguns dias depois de editar o meu último post, a ler um livro de citações, que o próprio autor me ofereceu, quando me deparo com uma que se ajusta na perfeição com o meu desenho e palavras do post anterior, e que é a seguinte:

"Amar não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."

(Mário Quintana)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"HORMONAS E RELAÇÕES"

Extracto da revista Superinteressante nº 136, pág 51.

No documento Amor, sexo e casais, surgem em determinados pontos, vários paragrafos que achei muito interessantes, como esta revista muitas vezes consegue ser. Não transcreverei, nem citarei ao promenor, porque talvez até estivesse a incorrer no crime de plágio, mas tentarei apenas mostrar a mais alguns, duas ou três coisas que se deve ter conhecimento.
Em deterinado ponto dizem que "segundo Francesco Alberoni, catedrático de sociologia da Universidade de Milão (Itália)" o sentimento amoroso pode ser dividido em duas fases "o enamoramento e a etapa do amor-companheiro, na qual os envolvidos deixam de se contemplar mutuamente e começam a olhar juntos para o futuro." transformando isto em "linguagem hormonal" dizem eles que se passa "com êxito a fase da testosterona (atracção fisíca) e da dopamina (amor cego e prazer) e chegasse à oxitocina, a hormona que contribui para prolongar os vínculos afectivos e nos permite confiar no outro."

De isto,



Molécula de dopamina

Para isto



Molécula de oxitocina

Pela complexidade quimica já dá para perceber porque o tipo de relação que surge em segundo lugar é bem mais complicado de criar e manter do que o primeiro :)lol. Tirem as vossas elacções!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

CATA -VENTO



Muda de Vida


Humanos


Composição: António Variações

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

quarta-feira, 15 de abril de 2009

AMIGOS

O meu coração está dividido em mil pedacinhos mais valiosos que todo o ouro e pedras preciosas da Terra, mais úteis que o ar que respiro, mais fundamentais que o alimento que me sustenta. Os pedacinhos do meu coração são os meus amigos. Basta uma palavra verdadeira saída do fundo desse pedacinho e deixo de estar só e triste porque um puzzle se constrói dentro do meu peito. Cada um com a sua forma enriquecem a caixa que os guarda no seu interior. Sou quem sou porque quem se vai cruzando na minha vida me modela, fortifica e inspira. quando muitos não se conseguem expressar por palavras, usam os seus braços para me apoiar e mimar. Sou obrigada a ser feliz, porque nem uma lágrima me deixam derramar. Talvez muitos não saibam, (porque os tento não preocupar comigo - fazer-me de dura), mas o maior dos meus medos é a solidão. Medo esse sobre a forma de uma noite fria e escura. Ao fim de algum tempo de afastamento e a tiritar de receios, acabo por ver pequenas luzes que se encaminham para mim. Os meus amigos estão a chegar, sem medo de se perderem nessa noite em meu redor. Obrigada por estarem vigilantes. obrigada por considerarem a minha condição de estar bem, fundamental para também vocês se sentirem bem. Sabem que os elogios não saem fácil da minha boca. Não quero que estas palavras sejam tomadas como agradecimento. Elas são muito pouco do que eu devo a cada um de vós. Um abraço, um beijo, um lugar importante no meu coração.

Amigos, tenho vocês presentes em mim todos os dias da minha vida.

AO MEU PAI

A vida é para perdermos nela muitas coisas porque muitas delas não tem ressurreição possível. Pai onde quer que estejas olha por mim e proteje-me. Estavas longe, numa vida dura que te destruia o corpo, numa vida solitária que te destruía o espírito. Quantas provações e deambulares. Para a sociedade ficaram metros cúbicos de cimento e uma mala de papeis. Para mim, carne da tua carne partiste com metade de mim, enquanto, a outra metade ficou num equilíbrio periclitante. Antes estavas duas vezes no ano comigo, agora mesmo não mais te vendo, estás todos os dias nos meus pensamentos e nas minhas orações. Olha por mim e guarda-me. Faz com que a tua filha siga forte, respeitada e elogiada como tanto te orgulhavas e repetias esses pequenos elogios. Pai sinto a tua falta, mas consola-me a imagem do beijo que te pedi quando te vi pela última vez. Se eu soubesse tinha te dito muito mais. Adoro-te Pai, fica conosco. Mas mais uma vez partiste, triste, só e para longe de nós. Como me revolta um justo como tu até na morte ser condenado a não teres quem era mais precioso para ti em teu redor. Quando penso em como morreste, sentado anónimo na beira de um passeio (não sei se sentiste dor ou não), é o culminar de todos os medos. Porque partiste assim? Mais alguns dias e tinhas regressado para nós. Pai queria parar as minhas lágrimas e guardarte respeitosamente e com todo o carinho nos meus pensamentos. Porém só tudo passará quando estiver junto de Ti. Até lá vou cuidar e proteger a mãe e o irmão como pareceu que me recomendavas naquele dia da despedida. E todos os outros que Deus me for confiando ao longo da Vida.

Saudades da tua filha.